IPIRANGA PROCESSA a FRAUDE Fuel Age

Publicado a 11 Abril 2016

Alerta de fraude Fuel AgeA IPIRANGA está a processar a fraude Fuel Age. Durante várias semanas o golpe de cotas usou o nome dos Postos de Combustível IPIRANGA para aliciar novos OTÁRIOS!

Mais cedo ou mais tarde isto ia acontecer…

Como não existia – e continua a não existir – nenhum produto real e lucrativo, que sustente o pagamento das cotas, tiveram que ser criativos no início do esquema Ponzi Fuel Age.

No início o golpe Fuel Age usou o IPIRANGA FROTAS através da empresa dos seus cúmplices E-CLIENS. O IPIRANGA FROTAS é um programa usado por muitas empresas no Brasil para abastecer a sua própria frota… mas não era esse o uso dado.

Usaram o IPIRANGA FROTAS… de forma fraudulenta. Aliciavam os OTÁRIOS a investir muito dinheiro, além de obrigá-los a gastar dinheiro no pacote START ($30), que era convertido em $13 de crédito combustível nos Postos IPIRANGA.

Fuel Age usa o IPIRANGA FROTA de forma fraudulenta.

Esta foi a tática usada por algumas semanas para convencer os OTÁRIOS que este esquema Ponzi disfarçado de marketing multinível tinha combustível e estava no setor do petróleo.

Até circulou vídeos no YouTube dos OTÁRIOS todos contentes…

Felizmente a IPIRANGA descobriu esta fraude, bloqueou logo e publicou um comunicado online…

Comunicado da Ipiranga sobre a Fuel Age

Muita gente pensou que isto era apenas um aviso, mas não foi. A IPIRANGA está processando o esquema Ponzi Fuel Age. Você pode acompanhar o andamento do processo n. 1025485-20.2016.8.26.0100 do TJSP:

Processo 1025485-20.2016.8.26.0100 – Procedimento Comum – Obrigações – I.P.P. – Vistos. I. Recebo a inicial. II. Com fundamento no artigo 23 da Lei nº 12.965/14 decreto o sigilo dos autos. III. Para que possa o magistrado antecipar a tutela é necessária a presença dos requisitos obrigatórios da verossimilhança da alegação e da prova inequívoca, de uma das hipóteses previstas nos incisos do art. 273, bem como a presença do requisito negativo, relativo à reversibilidade da medida. No caso dos autos, verifico que tais requisitos restaram demonstrados, notadamente diante da documentação carreada aos autos e, ainda, diante da utilização indevida, por parte de terceiros, do nome e marca da parte autora junto a rede social Facebook e junto a plataforma de vídeos YouTube, com a finalidade de promoção de produto comercial conhecido como “Fuel Age”, o que vem trazendo prejuízos aos consumidores. Note que tal direito encontra-se amparado pela Lei nº 12.965/14, notadamente em seu artigo 15, em que determina aos provedores de aplicações da internet, como é o caso das requeridas, o dever de fornecer os dados cadastrais e registros eletrônicos, os quais deverão ser armazenados pelo prazo de 06 meses, daí porque o pedido de tutela merece acolhimento. Ademais, sob pena de ser responsabilizado pelos danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros, deverão as requeridas contribuir com o fornecimento de tais informações, diante do indício da ocorrência de ilícitos, nos termos do artigo 22, inciso I, da lei em comento, propiciando ao autor a formação de conjunto probatório suficiente para identificação dos envolvidos. Por tais motivos, CONCEDO A TUTELA ANTECIPADA para determinar, que no prazo de 24 horas: I) a requerida FACEBOOK indisponibilize em definitivo as URLs https://www.instagram.com/fuelage/ e https://www.facebook.com/fuelage, bem como forneça todos os dados de cadastro disponíveis em seus servidores do usuário; os registros eletrônicos de acessos, criação e demais registros eletrônicos referentes à criação, modificação, acessos, upload de conteúdo e publicações; II) o requerido GOOGLE proceda a indisponibilidade dos vídeos e ao bloqueio das contas relacionadas aos perfis sustentados pelas URLs https://youtube.com/channel/UCqBJkgo3dTkcmM5NrVe9NRA e https://www.youtube.com/channel/ UCpTvivAUe9qJBcQSPMSCRnA bem como forneça todos os dados de cadastro disponíveis em seus servidores do usuário; os

registros eletrônicos de acessos, criação e demais registros eletrônicos referentes à criação, modificação, acessos, upload de conteúdo e publicações, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00. O requerido deverá ainda, se abster de comunicar os usuários identificados acerca dos presentes requerimentos e dos termos da presente demanda, o que por certo comprometeria a real apuração do ilícito perpetrado. V. Cite-se e intime-se por mandado, com as advertências de praxe, ficando o Oficial de Justiça desde já autorizado a diligenciar nos termos do art. 172, § 2º do CPC. Int. – ADV: RAFAEL MOTT FARAH (OAB 356244/SP)