Dono da BBOM e líderes foram denunciados por vários crimes

Publicado a 22 Setembro 2014

Fim da fraude multinível BBOM está cada vez mais perto. O esquema em pirâmide que usa o golpe do comodato. Cuidado!

Apesar de ter os seus bens bloqueados praticamente há um ano atrás e do Ministério das Finanças do Brasil concluir que é um esquema de pirâmide financeira disfarçado como marketing multinível, o dono e os investidores de topo no esquema continuaram a lucrar ao enganar novos otários a entrar nesta fraude.

Agora, a 18 de setembro de 2014, depois de cerca de 14 meses do esquema ter os seus bens congelados, os reguladores no Brasil finalmente “denunciaram” cinco pessoas pela prática de crimes contra o mercado de capitais, o sistema financeiro, a economia popular e ainda por lavagem de dinheiro. Perto de um milhão de pessoas investiram no esquema em pirâmide, cujo faturamento foi de R$ 2 bilhões.

Foram denunciados na fraude BBOM os chico-espertos João Francisco de Paulo, Paulo Ricardo Figueiró, Ednaldo Alves Bispo, Sérgio Luís Yamagi Tanaka e Fabiano Marculino Montarroyos. Segundo o Yahoo! Notícias os chico-espertos tinham as seguintes funções dentro do esquema:

  • João Franciso de Paulo – criador da fraude BBom, comandava todas as atividades da empresa criada de propósito para o esquema, a EmbraSystem/BBom, e foi o maior beneficiário dos R$ 2 bilhões arrecadados das vítimas. De acordo com informações do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), só possuiu apenas um vínculo empregatício até 2004 e o seu salário era de R$ 1,3 mil por mês. Mas, com a criação deste esquema, passou a receber até R$ 4 milhões por mês. Só no primeiro semestre de 2013, ganhou R$ 14 milhões – a isto chama-se ganhar dinheiro fácil (das outras pessoas).
  • Paulo Ricardo Figueiró – era uma espécie de “embaxador” da BBOM, com uma participação decisiva na estruturação do esquema e na divulgação do esquema.
  • Ednaldo Alves Bispo – era o gerente de marketing e foi o idealizador do chamariz da empresa, a distribuição de brindes de luxo, como relógios Rolex, canetas Montblanc, automóveis Ferrari e Lamborghini. Também foi responsável por inventar o “sistema binário” que funcionou como o alicerce da pirâmide, que remunerou os associados
  • Sérgio Luís Tanaka – foi um dos primeiros a participar nesta fraude e era o líder do grupo de elite, com a função de trazer novas vítimas, incentivando-os a investir no esquema. Como “especialista na área de marketing e multimédia”, partilhava a possibilidade de ganhar “rios” de dinheiro com esta fraude.
  • Fabiano Montarroyos – participava em eventos e vídeos para demonstrar o “grande sucesso” desta fraude multinível e as vantagens de ser um participante.

Um dos chico-espertos denunciados garantia uma rentabilidade fixa de cerca 25% ao mês aos investidores, sem ter que fazer nada, além de “pagar para jogar”. A comercialização dos trackers gps era apenas um pretexto para disfarçar a pirâmide financeira, como acontece com a GetEasy,

Clique para ler a denúncia completa do Ministério Público Federal. O processo foi distribuído para a 6ª Vara Federal de São Paulo. O número para acompanhar o processo é o 0014695-64.2013.403.6181.