TelexFree foi banida do Ruanda – “É um Esquema em Pirâmide”

Publicado a 19 Março 2014

A TelexFree foi banida do Ruanda e também está a ser investigada no Uganda por ser um Esquema em Pirâmide. Tenha cuidado com esta empresa que promete sonhos!

Agora que a TelexFree alcançou um tamanho inimaginável está a ficar cada vez mais difícil de continuar a operar. Devido ao seu sucesso no Brasil, Portugal e na Ilha da Madeira, é cada vez mais difícil sustentar esta pirâmide financeira. Por essa razão, os seus promotores estão a tentar espalhar este esquema por cada vez mais países, para tentar aumentar o seu prazo de validade, mas não está a ser assim tão fácil como imaginavam.

No entanto, a vida não está fácil para este esquema e são cada vez mais os países que estão a banir este esquema de dinheiro fácil. Ruanda agora aparece na lista dos países onde a TelexFree está proibida de operar e o Uganda pode ser o próximo país a fechar.

A 19 de fevereiro começaram as investigações à empresa, realizadas numa parceria entre o Banco Nacional do Ruanda e o Ministry of Trade and Industry (em português, o Ministério do Comércio e Indústria), segundo a notícia “Rwanda bans TelexFree“. Um mês depois, a 18 de março, a investigação foi tornada pública e foi publicada uma nota de imprensa a dizer o seguinte:

As atividades da TelexFree Rwanda Ltd são similares a um esquema em pirâmide, que pode ser um meio que pode prejudicar o setor financeiro e facilitar a lavagem de dinheiro.

O anúncio pode ser visto através do tweet publicado pelo Embaixador do Uganda no Ruanda, Richard Kabonero, onde é apresentado o anúncio oficial publicado no jornal do país e sugere que o Governo do Uganda também deveria tomar as mesmas medidas para proteger o seu povo. Aqui fica o anúncio oficial do fecho da TelexFree Ruanda na conta do twitter de Richard Kabonero:

TelexFree Ruanda foi fechada

Mas ainda tem mais coisas interessantes. De acordo com o site The New Times de Ruanda, no artigo “Telex Free channeled Rwf7bn to foreign capitals, says report” é mencionado que o relatório final produzido pelas autoridades do Ruanda indica que a empresa foi acusada de promover a lavagem de dinheiro, facilitando as atividades terroristas no país. O mesmo relatório indica ainda que, foram enviados cerca de $11.3 milhões para a Alemanha e os EUA sem pagar impostos.