TAE – Taxa Anual Equivalente

Publicado a 1 Dezembro 2012

Saiba o que é a Taxa Anual Equivalente (TAE). Entenda porque este valor, em percentagem, é a melhor forma de comprar créditos. Peça um empréstimo barato!

Nas decisões de financiamento ou investimento, você necessita saber com precisão que produto financeiro e bancos deverá recorrer, por serem melhores para a sua carteira. O seu dever é financiar-se com o menor custo possível (seja empréstimos pessoais, hipotecas, etc), e investir naqueles produtos que proporcionam uma maior rentabilidade (planos de poupança, planos de reforma, fundos de investimento, entre outros). Mas, para poder comparar entre diversos produtos financeiros, é necessário que tenha um índice que permita ser objetivo. Qualquer empréstimo tem uma série de custos, que variam de entidade para entidade, ou por diferença nos prazos de pagamento, ou no seu perfil financeiro. Por isso, atualmente é obrigatório as entidades financeiras apresentarem nos seus produtos a TAE.

A sigla TAE significa Taxa Anual Equivalente ou Taxa Anual Efetivo e serve para comparar créditos. É incluído nesta taxa todos os gastos, que à parte da taxa de juro, fazem variar o custo real de um empréstimo. No caso das hipotecas, são incluídas as comissões de abertura e cancelamento. Estas comissão são impostas pelo banco para cobrir futuros riscos de incumprimento ou para cobrir os benefícios de terminar a operação antes do tempo (cancelamento).

A TAE é calculada mediante uma fórmula matemática, e é válida para comprar produtos financeiros de igual prazo ou duração, pois para prazos distintos as comissão não são as mesmas. De igual modo, não é conveniente comparar produtos de taxa de juro fixa com outros de taxas de juro variáveis, pois no segundo caso, não pode saber com precisão como irão evoluir as taxas no futuro. As taxas de juro variáveis são as mais usadas pelas operações de financiamento, sobretudo para hipotecas, como a compra de casa. Isto deve-se, porque está condicionada à EURIBOR.

Embora a Taxa Anual Equivalente seja a mais certa para usar no momento de avaliar os custos de um produto financeiro, é necessário ter em conta que a TAE não inclui outros gastos muito importantes, como por exemplo, no caso das hipotecas, o custo da transação do imóvel, gastos de notário e registo da propriedade, a gestão, os seguros casa necessários, os impostos e o IMI. De todas as formas, se por exemplo, estiver interessado em comprar uma casa, todos estes gastos serão fixos e similares independentemente da entidade escolhida para pedir dinheiro emprestado. Existem entidades que podem variar um pouco os seus honorários para comprar casa.

Nos empréstimos pessoais ou de consumo, normalmente não existem gastos de Notário ou Registo, pelo que poderá comprar diretamente as TAE. Neste tipo de empréstimos as comissões de abertura e cancelamento são importantes, pois é aqui que variam bastante. Normalmente, são TAE mais altas que nas hipotecas, devido os empréstimos de consumo e pessoais trazerem maior risco para as entidades bancárias.

Como calcular a TAE?

  • TAE = ( 1+ r/f  ) * f – 1

Onde r é o juro (semestral, mensal, etc) em termos relativos (por exemplo, 5% = 0,05), f é a frequência dos pagamentos (1 = anual, 2 = semestral, 3 = quadrimestral, 4 = trimestral, 6 = bimestral, 12 = mensal).

EURIBOR

A EURIBOR (European Interbank Offered Rate) ou Tipo Europeu de Oferta Interbancária, é a taxa de juro cobrada pelas entidades bancárias da zona Euro, que emprestam diariamente dinheiro entre si. Esta é uma operação habitual para garantir liquidez em todo o momento no sistema bancário.