SEC acusou DFRF Enterprises de “ESQUEMA PONZI” – ALERTA!

Publicado a 3 Julho 2015

Tudo sobre acusação da SEC contra a DFRF Enterprises e Daniel Filho. Já sabíamos que isto ia acontecer. Não existem minas de ouro, ouro e ações. SÃO MENTIRAS usadas para recrutar OTÁRIOS!!

Com a fraude DFRF Enterprises a prometer um retorno de 15% por mês, já sabíamos que as autoridades dos EUA iam começar logo a investigar o esquema Ponzi e que, mais cedo ou mais tarde viria a público uma acusação com vários detalhes impressionantes sobre como funciona o esquema nestes últimos meses.

A 30 junho 2015, o SEC acusou a DFRF de ser um esquema Ponzi de 15 milhões de dólares, juntamente com Daniel Filho, o mentor do golpe, e os seus cúmplices.

Apesar de terem pago – muito provavelmente – para os dois investidores lesados cancelarem o processo contra a DFRF nos EUA, isso não conseguiu evitar chegar a este ponto.

O documento de acusação do SEC cita ao detalhe o currículo de crimes cometidos pelos envolvidos no passado, além de indicar como funcionava o esquema:

Registaram duas DFRF Enterprises LLC, uma em Massachusetts e outra na Florida. Massachusetts é um estado americano muito conhecido por viver muitos imigrantes Brasileiros e da América Latina, que já caíram em golpes como a TelexFREE ou a Wings Network.

Daniel Filho com um dos automóveis de luxo que comprou (supostamente) usando o dinheiro das vítimas DFRF

Daniel Filho com um dos automóveis de luxo que comprou (supostamente) usando o dinheiro das vítimas DFRF

As frases usadas para aliciar os otários eram sempre as mesmas. De acordo com o documento de acusação do SEC operavam da seguinte maneira:

2. A frase de aliciamento combina histórias sobre as minas de ouro lucrativas, promessas de retorno elevado, pedidos para ajudar os pobres, e apelas para juntar-se à “família” DFRF. Os acusados afirmavam que a DFRF é dona de mais de 50 minas no Brasil e em África, produz entre 13 a 16 toneladas de ouro por mês, e tem um lucro de 100% em cada kilograma que produz. Afirmavam que a DFRF tem uma linha de crédito com um Banco Privado Suíço para triplicar os fundos disponíveis, usa 25% dos seus lucros para a ajuda humanitária em África, oferece um crédito de 10% sobre o recrutamento de novos membros, e paga 15% por mês aos investidores. Também afirmavam que o dinheiro dos investidores estava garantido por uma companhia de seguros mundial.

O ponto (2) mostra qual era o guião usado para aliciar novos otários. Só mentiras e mais mentiras!

Com a dificuldade em manter a história das falsas minas de ouro e da fundação de ajuda humanitária que nunca ajudou ninguém, Daniel Filho mudou a estratégia. Já tínhamos alertado que não existem minas de ouro. A nova estratégia foi a entrada em Bolsa com ações – que nunca existiu!

3. Desde março 2015, os acusados afirmaram que a DFRF está registada na Comissão (SEC), as suas ações estão perto de se tornarem públicas e que os investidores atuais podem converter as suas contas de membro em opções de ações a $15.06 por ação. Em primeiro lugar, Filho disse que a iam se tornar públicas a meio de abril 2015. Depois disso, ele anunciou vários atrasos e deu várias desculpas. A 17 junho 2015, ele afirmou que, embora não se tenham tornado públicas, o valor da ação DFRF já ultrapassava os $64 por ação.

O ponto (3) revela que a estratégia não teve muito sucesso e foi só uma forma de “empatar” os membros e, ao mesmo tempo, conseguir aliciar mais otários a investir. Bem que tínhamos dito que DFRF nunca vai entrar na Bolsa de Valores.

Mas ainda tem mais coisas interessantes, que vale a pena ver no documento do SEC…

4. Virtualmente todas as afirmações dos acusados sobre a DFRF são falsas e enganadoras. Não existem minas de ouro. Não existe linha de crédito. Não existe ajuda humanitária. Não existe registo das ações. Não existe seguro. Apesar disso, de junho 2014 a maio 2015, a DFRF conseguiu juntar mais de 15 milhões de dólares de mais de 1,400 investidores em todo o mundo…

5. O dinheiro dos investidores não tem sido usado para mineração de ouro, pagar pela linha de crédito, pagar o seguro ou pelas atividades de ajuda humanitária. DFRF não recebeu nenhum dinheiro de operação de minas ou de linha de crédito. Até à data, a DFRF pagou aproximadamente 1,6 milhões de dólares a investidores. Como não tem uma fonte independente de lucros, é claro que é uma esquema Ponzi clássico, a DFRF está usando o dinheiro de alguns investidores para pagar a outros investidores.

Os pontos (4) e (5) revelam o que já tínhamos dito há muito tempo. Tudo o que disseram nas conferências e eventos era falso, usado apenas para tentar dar credibilidade ao golpe do ouro. O funcionamento de alguns dias dos cartões e o atraso dos cartões com limites superiores – que nunca chegaram – serviram para “empatar” os membros de retirarem dinheiro. Desta forma o dinheiro entrava, mas não saia. Conseguiram burlar mais de 1,400 otários em mais de 15 milhões de dólares!

Daniel Filho era autointitulado de bilionário, mas na verdade não era milionário! Usou o dinheiro do golpe para uso pessoal! Isso era outra mentira de Filho e dos seus cúmplices…

80. Documentos do Banco mostram que, desde junho 2014, Filho transferiu mais de 6 milhões de dólares para fora da DFRF – aproximadamente 40% do total recebido dos investidores. Isto inclui aproximadamente 1,8 milhões de dólares em transferências de dinheiro, 1,8 milhões de dólares para despesas pessoais e de família (incluindo $500,000 para viajar), e 2,5 milhões de dólares para comprar automóveis de luxo: Rolls Royce 2014, Lamborghini 2014, Ferrari 2012, Mercedes 2013, Cadillac 2015 e Cadillac 2014.

Pelos vistos, o ponto (80) diz que Daniel Filho estava a viver bem com o dinheiro das vítimas. Vida de rico com o dinheiro dos outros! Desde viagens, despesas pessoais e automóveis de luxo, tudo foi pago com dinheiro da DFRF.

Mas não foi só isso…

81. Além disso, Filho usou a DFRF para pagar mais de $310,000 para benefício de Sanderley Rodrigues de Vasconcelos. A 21 março 2015… pagou $50,000 a uma empresa pertencente a Rodrigues. (O pagamento foi feito menos de um mês depois de Filho negar qualquer relação entre a DFRF e a TelexFree) A 30 março 2015… pagou $100,000 à mesma empresa. A 2 abril 2015… forneceu mais de $160,000 a outra empresa de Rodrigues para comprar um Lamborghini 2008. Não existe qualquer evidência que Rodrigues tenha fornecido serviços outro benefício à DFRF.

Uma novidade que soubemos foi isto do ponto (81). Um guru em pirâmides a pagar a outro guru em pirâmides. Sann Rodrigues é um piramideiro muito conhecido, deu golpe na TelexFree, iFreex e noutros esquemas. Porque razão Daniel Filho fez estes pagamentos ainda não sabemos, mas as autoridades já devem estar a tratar disso

Sann Rodrigues e Daniel Filho no mesmo local, à mesma hora, com a mesma pessoa

Mas ainda tem mais…

82. Outros indivíduos acusados também receberam pagamentos da DFRF. Os documentos do Banco mostram que, desde junho 2014, a DFRF pagou aproximadamente $521,000 a Valdes, $252,000 a Feldman, $221,000 a Silva, $56,000 a Jesus, $51,000 a Dalman e $33,000 a Cunha. O montante de cheques e dinheiro que os acusados receberam por parte dos investidores é ainda desconhecido.

Pela sua parte importante em enganar e aliciar novos otários, os cúmplices também receberam um bom dinheiro do esquema. O ponto (82) mostra apenas os valores que o SEC conhece, mas acreditamos que devem ter recebido muito mais dinheiro.

Esta acusão tem como objetivo o congelamento dos ativos da DFRF Enterprises e de Daniel Filho, além de:

  • obrigar DFRF e Daniel Filho a pararem de cometer qualquer tipo de fraude
  • congelar os seus bens conhecidos
  • proibir a DFRF de aliciar novos investidores
  • ordenar a DFRF e Daniel Filho a enviar com detalhe um relatório com o dinheiro dos investidores e outro ativos na sua posse
  • repatriar todo o dinheiro dos investidores que foi “lavado” fora dos EUA
  • proibe Daniel Filho de destruir qualquer prova
  • autoriza o SEC a conduzir uma investigação pormenorizada (para assegurar prontamente evidência que pode ser usada contra Daniel Filho e a DFRF)

Agora, é a parte em que Daniel Filho inventa mais desculpas…